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| Fábio Borges/Vipcomm |
No ano passado, a seleção de conjuntos ficou somente com a 26.ª posição no Mundial da Rússia, deixando o Brasil de fora das 24 equipes que participariam da competição em solo francês. Mas foi aí que a sorte soprou para o lado do Brasil: em uma situação difícil de acontecer, dois países saíram da disputa, e a vaga caiu direto nas mãos do conjunto brasileiro.
A Coreia do Norte (24.ª colocada) foi desclassificada de todas as competições por dois anos, após falsificar a idade e matrícula da ginasta Hong Su Jong. Próxima na lista, a Geórgia (25.º no Mundial passado) recusou o convite. A confirmação de que o Brasil teria a chance de conquistar um lugar em Londres veio durante a etapa da Copa do Mundo em Kiev, no último final de semana.
Até então, o foco do conjunto brasileiro era a busca do tricampeonato no Pan-Americano, que este ano será em Guadalajara (México), em outubro, e a preparação para os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.
A técnica londrinense assumiu a seleção em fevereiro, quando a participação no pré-olímpico não estava no calendário nacional. Agora tem a missão de reorganizar o cronograma e preparar a equipe para a conquista da vaga olímpica. “Mudamos o rumo e vamos traçar novas metas nessa semana”, afirma Camila.
Ela diz ser possível conciliar os dois objetivos: ficar entre os seis melhores no Mundial, em setembro, e, em outubro, brigar por mais um ouro, no México. “Umas das metas é superar o Canadá, tanto na disputa pela vaga, quanto no Pan, pois é um adversário forte e um rival nosso no continente”, completa.
A principal mudança na parte técnica será a alteração da música. A atual será substituída por uma brasileira, para criar maior identificação. Com isso, a técnica preparará somente alguns encaixes na coreografia atual.
A londrinense Débora Falda, 15 anos, afirma que a notícia pegou todos desprevenidos, mas que é uma chance a mais para mostrar o crescimento da equipe, que chama a atenção de outros países pela qualidade e força que demonstrou nas últimas competições. “Precisamos representar bem o país e mostrar o nosso trabalho”, conta a ginasta, que treina com a equipe na seleção permanente em Aracaju (SE).

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