quinta-feira, 19 de maio de 2011

Coritiba e Ceará não balançam as redes em Fortaleza

Diante das muitas chances desperdiçadas, nesta quarta-feira, o empate de 0 a 0 foi um resultado amargo para o Coritiba, diante do Ceará. Apesar de conseguir segurar o “vozão” no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, o alviverde conseguiu o “pior dos empates” a não marcar nenhum gol na casa do adversário.

Agora, para se classificar o Coritiba precisa vencer por qualquer placar no Couto Pereira, para ir a inédita final e enfrentar o Avaí ou o Vasco, em busca de uma vaga na Copa Libertadores da América de 2012. O jogo será na próxima quarta-feira, às 21h45, em Curitiba.

Jogo eletrizante
Os primeiros 45 minutos do tão aguardado jogo foram disputados por ambos os lados. Enquanto o Coritiba apostava mais no seu tradicional toque de bola – que ganhou força com a volta de Rafinha e Léo Gago – o Ceará rendia nas saídas pelas laterais apoiado pelo meia Geraldo, pela direita, e o atacante Iarley, pela esquerda.

O Coritiba começou atento, sabendo que não poderia ceder à pressão da torcida e tomar um gol logo no início. O maior pecado nos primeiros minutos foi o excesso de faltas: três em três minutos, o que custou um cartão amarelo ao meia Rafinha.

Com o cartão, o alviverde deu uma disciplinada nas faltas, e partiu mais ao ataque, apoiado principalmente pelo lateral Jonas na direita. O time do Alto da Glória investia bastante no seu toque, valorizando a posse de bola e invertendo as jogadas. A busca pelo melhor momento proporcionou momentos de perigo para a meta cearense.

O atacante Anderson Aquino era quem levava mais perigo à meta do goleiro Luis Henrique. Aos sete minutos, chutou forte e a bola foi quicando até as mãos do arqueiro. Em outra oportunidade, aproveitando um rápido contra-ataque a bola foi deixada por Rafinha para o atacante que chutou perigosamente, mas passou a direita do gol do Ceará.

Após a metade do primeiro tempo, o Ceará reagiu e começou a dominar mais as descidas ao campo de ataque, mas dependia muitos de longos lançamentos e cruzamentos na grande área. Novamente a zaga do alviverde mostrou que estava bem postada, ao neutralizar as principais jogadas do adversário, sem deixar chutar ao gol.

Se a marcação o impedia de dominar a bola, Diego aproveitou as bolas paradas – uma ferramenta poderosa, que foi um dos fatores de eliminar o Flamengo. Aos 16 minutos, após a cobrança de escanteio, Herivelton cabeceou forte no meio da meta de Edson Bastos, mas Anderson Aquino estava bem colocado e tirou em cima da risca.

O único chute forte do Ceará foi aos 39 minutos, quando João Marcos arriscou de fora da área, mas passou por cima do travessão alviverde.

Sem grandes emoções
Na volta do intervalo, o técnico Vagner Mancini preferiu renovar as forças de seu time, ao tirar o veterano Iarley por Osvaldo. Mas a mudança fez a equipe perder um referencial, pois demorou para o atacante entrar no esquema tático do alvinegro.

O jogo perdeu qualidade técnica dos dois lados, que travavam muito as jogadas pelo meio de campo, e deixavam a partida mais truncada. A formação do Coritiba também estava mais recuada e parecia contente com o empate, na busca do contra-ataque perfeito.

Mas, as boas jogadas do time curitibano foram desperdiçadas por faltar um homem de referência, como o atacante Marcos Aurélio, lesionado. Anderson Aquino e, principalmente, o atacante Leonardo não conseguiam finalizar com precisão e quando faziam eram parados nas firmes defesas do goleiro Fernando Henrique.

Os dois treinadores perceberam que o rumo do jogo não era dos melhores e procuraram alternativas no banco de reservas. Primeiro Marcelo Oliveira sacou o meia Davi e colocou o experiente Tcheco para dar mais velocidade e melhorar o toque de bola, e depois procurou compensar a falta de um matador, dando a chance para o atacante angolano Geraldo, substituindo Anderson Aquino. Já Mancini apostou no atacante Marcelo Nicácio no lugar do meia Thiago Humberto, dando mais ofensividade com dois homens de frente.

A resposta veio logo em seguida. Disposto, Geraldo acelerou o jogo e em uma troca de bola com Rafinha na pequena área, que passou a esquerda da meta alvinegra. Porém a boa chance do jogo foi quando, aos 28 minutos, a bola sobrou livre para Leonardo que ajeitou para a perna esquerda e chutou bem colocado, exigindo uma defesa difícil do arqueiro cearense.

Nos últimos quinze minutos, o Ceará e sua torcida acordaram. Ao procurar colocar em prática o velho ditado de “quem não faz, toma”, o time de Fortaleza foi ao ataque e em duas oportunidades assustaram os coxas-brancas, mas o goleiro Edson Bastos salvou o time: aos 30, em um chute forte de Vicente, e cinco minutos depois em uma falta frontal cobrada por Marcelo Nicácio.

Mas ficou no placar mínimo, sem chances de a bola entrar para nenhum dos dois lados. Mais uma semana de suspense para sair o finalista da Copa do Brasil 2011.

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