quarta-feira, 25 de maio de 2011

Apesar da mudança na postura tática, Paraná deixa escapar a vitória

A igualdade no placar marcou a estreia do Paraná Clube em casa, contra a Portuguesa, na Vila Capanema, na noite dessa terça-feira. O jogo terminou com um gol para cada lado: o volante Welington para o tricolor, aos sete minutos do primeiro tempo, e o meia Henrique para a Lusa, aos 27 da segunda etapa.

O time paranaense começou o jogo com a responsabilidade de manter a vantagem de ser a únicaequipe a ganhar fora de casa, enquanto a Portuguesa queria consolidar a superioridade mostrada na goleada de 4 a 0 em cima do Náutico.

Curiosamente, os dois tempos foram parecidos para ambos os times. Na primeira etapa o Paraná jogou com um jogador a mais, após a expulsão do meiaJael da Lusa, e conseguiu abrir o marcador, após chute forte do volante Welington.Já no segundo tempo, foi a vez do tricolor perder um meia, após Thiago Santos tomar o segundo amarelo. A Portuguesa acertou o time econseguiu o empate, com o meia Henrique.

Agora os dois times folgam no próximo final de semana e só retornam no início de junho. Os jogadores do Paraná mantém a concentração até o próximo sábado, visando o jogo fora de casa contra o Americana, no sábado,4 de junho, às 16h10. Já a Portuguesa enfrenta o ABC, no Canindé, na sexta-feira, 3 de junho, às 21h00.

Muita movimentação nos dois lados

Um jogo movimentado desde os primeiros minutos. Assim dá para resumir o primeiro tempo na Vila Capanema, que estreou na Série B com um gramado cheio de área, para disfarçar os buracos.

A etapa inicial foi divida em dois períodos: Até os 25 minutos, comandado pelo Paraná e outro com domínio absoluto da Portuguesa. Mas o lance fundamental foi logo ao abrir das cortinas, quando com três minutos,o meiaJael foi expulso, após abusar da marcação em cima do atacante Léo.

A Lusa sentiu o baque na estrutura ofensiva que o técnico Jorginho preparou. O tricolor paranaense aproveitou a superioridade, além da falha da zaga adversária. Sozinho no meio da grande área, Welington se valeu do rebote do goleiro Weverton e chutou forte, estufando as redes.

Mais tranquilo, o Paraná colocava o seu ritmo na partida. Com velocidade, envolvia a assustada marcação da Portuguesa, descendo pelas laterais, que contava com o apoio do atacante Kelvin, que se destacou com pelas jogadas individuais.

Porém, o jogo ficou marcado pelas bolas paradas de ambos os times. No lado paulista, a defesa era obrigada a apelar nas infrações, principalmente na necessidade de parar o craque Kelvin. Quase que o segundo gol saiu da cabeça do zagueiro Cris, que cabeceou para fora, após a cobrança de Welington.

Mas quem abusava das faltas frontais próximas a sua defesa era o time da capital paranaense. Foram seis chuveirinhos na área do goleiro Zé Carlos. O arqueiro que se destacou na segunda metade, quando a Portuguesa começou a dominar o jogo, saindo mais para o ataque e valorizando a posse de bola. A primeira resposta veio aos 32 minutos, quando Marco Antôniocolocou uma bola no travessão de Zé Carlos.

Tudo que o time paulista não jogou nos primeiros minutos, foi compensado nos 15 minutos finais. A Portuguesa pressionava e esteve perto de abrir o marcador em duas oportunidades claras. Aos 44, o volante Henrique arriscouum forte chute para o gol e o arqueiro paranista mais uma vez provou ser o nome do primeiro tempo.

- Não sei até quando vamos suportar com um a menos, mas estamos próximos de conseguir impor a tática de jogo que treinamos, com toque de bola rápido. O campo horrível não ajuda, mas mesmo assim vamos tentar virar, pois oportunidades não faltam – disse o treinador Jorginho, na volta do intervalo.

Igualdade no marcador

Se logo no começo da primeira etapa a Portuguesa perdia um jogador, agora foi a vez do Paraná, após a falta de ataque de Thiago Santos, que tomou o segundo cartão amarelo e foi expulso. O meia já tinha sido amarelado aos 34 do primeiro tempo.

Quem dava um fôlego ao tricolor era o atacante Kelvin. Ao receber a bola no campo de ataque, o jogador driblou três da defesa da Lusa e ao tentar adentrar a grande área foi derrubado pelo volante Guilherme. Na cobrança, pela esquerda, Wellington surpreendeu e chutou direto, exigindo boa defesa de Weverton.

Com a igualdade em campo, a segunda etapa ficou bem equilibrada e a Portuguesa notou a nova realidade ao adiantar a marcação, conseguindo envolver a equipe paranista. Como resultado, o time paulista quase marcou no cruzamento de Marco Antônio, que deu reboteparaLuis Ricardo, que de bicicleta mandou por cima da meta paranaense.

Com um novo ritmo de jogo, a Portuguesa conseguiu dominar a posse de bola e comandava o meio de campo com Marcos Aurélio, mas pecava na finalização. As raras chances eram dominadas pelo goleiro Zé Carlos, como o chute de Marco Antonio, aos 18 minutos.

Preocupados com os minutos decisivos, os dois técnicos resolveram mexer nas suas equipes. No lado da Portuguesa, Jorginho substituiu Ananias pelo atacante Cleiton e, para aproximar mais a equipe ofensivamente, colocou o meia Ivo no lugar do atacante Luis Ricardo. No Paraná, o técnico Ricardo Pinto tirou o autor do gol paranista Welington, colocandoo meia Packer.

O novo posicionamento da Lusa deu mais efeito. Com um meio de campo mais próximo ao ataque, a Portuguesa empatou o jogo, aos 27 minutos, com o meia Henrique que invadiu a área e contou com o auxílio da zaga paranista, que preferiu não fazer falta. Melhor para o jogador paulista, que chutou colocado sem chances para Zé Carlos, que nada pode fazer.

Após o empate, os dois times procuraram decidir a partida. A Portuguesa em cima do bom coletivo que a equipe demostrava e o Paraná que dependia das criações de Kelvin. Mas tudo ficou na igualdade, causando vaias da torcida paranista que compareceu ao estádio. Mesmo assim, as duas equipes permanecem invictas na série B.

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