quarta-feira, 25 de maio de 2011

Corrida das cavernas

Gabriel Hamilko, para o blog Fôlego da Gazeta do Povo


de ser a caça. Com a evolução, parou de lutar pela comida – aderiu a produtos industrializados, – e a corrida virou uma das principais formas de garantir vida saudável e forma física.
Mas, biologicamente, o ser humano está foi feito para correr longas distâncias? Segundo o economista norte-americano Arthur De Vany, não. Em seu livro The New Evolution Diet, que será lançado em português no Brasil em junho, pela editora Larousse, defende que o ser hu­­mano saudável é aquele que preserva hábitos da era paleolítica, como uma dieta semelhante à dos homens das cavernas, sem adotar treinamentos longos de corrida. A tese está longe de ser consenso, mas o livro virou best-seller nos EUA.
De Vany lista pelo menos dez motivos – baseados em estudos científicos, garante – para não se preparar e correr uma maratona. Entre eles, alguns alarmistas, como lesão permanente dos músculos (inclusive do miocárdio, no coração), danos ao fígado e à vesícula biliar, al­­terações renais, agravamento de tumores cerebrais preexistentes, que podem causar morte precoce.
O ultramaratonista e assessor esportivo da Trainer Asses­­soria Esportiva, Fabio Moralles Alonso, o Tchê, concorda que a maratona não é uma prática para quem quer saúde, mas afirma que os danos são causados quando o esportista não está preparado. “O organismo paga mais em distâncias mais longas, mas não se pode nivelar todos da mesma maneira. Faço corridas de longa distância pelo desafio. Antes de competir, o atleta precisa se preparar adequadamente”, enfatiza.
O doutor em Ciência da Motricidade e professor da graduação em Educação Física da Universidade Positivo (UP) Glé­­ber Pereira afirma que, para entender as conclusões do economista, é necessário distinguir atividade física (caminhadas ou corridas sem nenhuma rotina), exercício físico (atividade programada) e esportes (fo­­cado no rendimento com esforço maior).
Esforço
Esporte para o rendimento, por exemplo, não é sinônimo de saúde, destaca. “Está demonstrado que o sistema imunológico é prejudicado com o alto vo­­lume [quilômetros percorridos] e intensidade [velocidade de corrida] de exercícios. Mas, se houver moderação, a resposta é positiva, como a melhora do sistema imunológico”, afirma.
Ele enfatiza que as pesquisas que servem de argumento para De Vany para os problemas re­­nais e lesões musculares graves causados pelo esforço com a cor­­rida em longas distâncias são antigas. “É preciso ver a qua­­lidade das publicações e principalmente a interpretação de quem faz o uso destas”, ad­­verte. E ressalta que norte-americano se precipita ao generalizar o risco na corrida. “De Vany radicaliza em seus argumentos. Talvez para ganhar espaço na mídia. Nada prova que um corredor vai ter aquele tipo de doença ou que vai morrer assim que cruzar uma linha de chegada”.
Para uma maratona, os profissionais de Educação Física recomendam pelo menos dois anos de prática de corrida regular, com um currículo de pelo menos duas meia maratonas (21 km). Entre os profissionais, é possível perceber o esforço que a atividade cobra dos atletas: a grande maioria da elite entre os maratonistas aparenta ser mais velho do que realmente são.
“Correr 42 quilômetros em uma competição qualquer um faz, mesmo andando ou correndo devagar em alguns trechos. Mas terminar a prova e ter disposição à tarde, daí sim, é para os poucos que realmente estão preparados”. diz Tchê.

Apesar da mudança na postura tática, Paraná deixa escapar a vitória

A igualdade no placar marcou a estreia do Paraná Clube em casa, contra a Portuguesa, na Vila Capanema, na noite dessa terça-feira. O jogo terminou com um gol para cada lado: o volante Welington para o tricolor, aos sete minutos do primeiro tempo, e o meia Henrique para a Lusa, aos 27 da segunda etapa.

O time paranaense começou o jogo com a responsabilidade de manter a vantagem de ser a únicaequipe a ganhar fora de casa, enquanto a Portuguesa queria consolidar a superioridade mostrada na goleada de 4 a 0 em cima do Náutico.

Curiosamente, os dois tempos foram parecidos para ambos os times. Na primeira etapa o Paraná jogou com um jogador a mais, após a expulsão do meiaJael da Lusa, e conseguiu abrir o marcador, após chute forte do volante Welington.Já no segundo tempo, foi a vez do tricolor perder um meia, após Thiago Santos tomar o segundo amarelo. A Portuguesa acertou o time econseguiu o empate, com o meia Henrique.

Agora os dois times folgam no próximo final de semana e só retornam no início de junho. Os jogadores do Paraná mantém a concentração até o próximo sábado, visando o jogo fora de casa contra o Americana, no sábado,4 de junho, às 16h10. Já a Portuguesa enfrenta o ABC, no Canindé, na sexta-feira, 3 de junho, às 21h00.

Muita movimentação nos dois lados

Um jogo movimentado desde os primeiros minutos. Assim dá para resumir o primeiro tempo na Vila Capanema, que estreou na Série B com um gramado cheio de área, para disfarçar os buracos.

A etapa inicial foi divida em dois períodos: Até os 25 minutos, comandado pelo Paraná e outro com domínio absoluto da Portuguesa. Mas o lance fundamental foi logo ao abrir das cortinas, quando com três minutos,o meiaJael foi expulso, após abusar da marcação em cima do atacante Léo.

A Lusa sentiu o baque na estrutura ofensiva que o técnico Jorginho preparou. O tricolor paranaense aproveitou a superioridade, além da falha da zaga adversária. Sozinho no meio da grande área, Welington se valeu do rebote do goleiro Weverton e chutou forte, estufando as redes.

Mais tranquilo, o Paraná colocava o seu ritmo na partida. Com velocidade, envolvia a assustada marcação da Portuguesa, descendo pelas laterais, que contava com o apoio do atacante Kelvin, que se destacou com pelas jogadas individuais.

Porém, o jogo ficou marcado pelas bolas paradas de ambos os times. No lado paulista, a defesa era obrigada a apelar nas infrações, principalmente na necessidade de parar o craque Kelvin. Quase que o segundo gol saiu da cabeça do zagueiro Cris, que cabeceou para fora, após a cobrança de Welington.

Mas quem abusava das faltas frontais próximas a sua defesa era o time da capital paranaense. Foram seis chuveirinhos na área do goleiro Zé Carlos. O arqueiro que se destacou na segunda metade, quando a Portuguesa começou a dominar o jogo, saindo mais para o ataque e valorizando a posse de bola. A primeira resposta veio aos 32 minutos, quando Marco Antôniocolocou uma bola no travessão de Zé Carlos.

Tudo que o time paulista não jogou nos primeiros minutos, foi compensado nos 15 minutos finais. A Portuguesa pressionava e esteve perto de abrir o marcador em duas oportunidades claras. Aos 44, o volante Henrique arriscouum forte chute para o gol e o arqueiro paranista mais uma vez provou ser o nome do primeiro tempo.

- Não sei até quando vamos suportar com um a menos, mas estamos próximos de conseguir impor a tática de jogo que treinamos, com toque de bola rápido. O campo horrível não ajuda, mas mesmo assim vamos tentar virar, pois oportunidades não faltam – disse o treinador Jorginho, na volta do intervalo.

Igualdade no marcador

Se logo no começo da primeira etapa a Portuguesa perdia um jogador, agora foi a vez do Paraná, após a falta de ataque de Thiago Santos, que tomou o segundo cartão amarelo e foi expulso. O meia já tinha sido amarelado aos 34 do primeiro tempo.

Quem dava um fôlego ao tricolor era o atacante Kelvin. Ao receber a bola no campo de ataque, o jogador driblou três da defesa da Lusa e ao tentar adentrar a grande área foi derrubado pelo volante Guilherme. Na cobrança, pela esquerda, Wellington surpreendeu e chutou direto, exigindo boa defesa de Weverton.

Com a igualdade em campo, a segunda etapa ficou bem equilibrada e a Portuguesa notou a nova realidade ao adiantar a marcação, conseguindo envolver a equipe paranista. Como resultado, o time paulista quase marcou no cruzamento de Marco Antônio, que deu reboteparaLuis Ricardo, que de bicicleta mandou por cima da meta paranaense.

Com um novo ritmo de jogo, a Portuguesa conseguiu dominar a posse de bola e comandava o meio de campo com Marcos Aurélio, mas pecava na finalização. As raras chances eram dominadas pelo goleiro Zé Carlos, como o chute de Marco Antonio, aos 18 minutos.

Preocupados com os minutos decisivos, os dois técnicos resolveram mexer nas suas equipes. No lado da Portuguesa, Jorginho substituiu Ananias pelo atacante Cleiton e, para aproximar mais a equipe ofensivamente, colocou o meia Ivo no lugar do atacante Luis Ricardo. No Paraná, o técnico Ricardo Pinto tirou o autor do gol paranista Welington, colocandoo meia Packer.

O novo posicionamento da Lusa deu mais efeito. Com um meio de campo mais próximo ao ataque, a Portuguesa empatou o jogo, aos 27 minutos, com o meia Henrique que invadiu a área e contou com o auxílio da zaga paranista, que preferiu não fazer falta. Melhor para o jogador paulista, que chutou colocado sem chances para Zé Carlos, que nada pode fazer.

Após o empate, os dois times procuraram decidir a partida. A Portuguesa em cima do bom coletivo que a equipe demostrava e o Paraná que dependia das criações de Kelvin. Mas tudo ficou na igualdade, causando vaias da torcida paranista que compareceu ao estádio. Mesmo assim, as duas equipes permanecem invictas na série B.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Coritiba e Ceará não balançam as redes em Fortaleza

Diante das muitas chances desperdiçadas, nesta quarta-feira, o empate de 0 a 0 foi um resultado amargo para o Coritiba, diante do Ceará. Apesar de conseguir segurar o “vozão” no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, o alviverde conseguiu o “pior dos empates” a não marcar nenhum gol na casa do adversário.

Agora, para se classificar o Coritiba precisa vencer por qualquer placar no Couto Pereira, para ir a inédita final e enfrentar o Avaí ou o Vasco, em busca de uma vaga na Copa Libertadores da América de 2012. O jogo será na próxima quarta-feira, às 21h45, em Curitiba.

Jogo eletrizante
Os primeiros 45 minutos do tão aguardado jogo foram disputados por ambos os lados. Enquanto o Coritiba apostava mais no seu tradicional toque de bola – que ganhou força com a volta de Rafinha e Léo Gago – o Ceará rendia nas saídas pelas laterais apoiado pelo meia Geraldo, pela direita, e o atacante Iarley, pela esquerda.

O Coritiba começou atento, sabendo que não poderia ceder à pressão da torcida e tomar um gol logo no início. O maior pecado nos primeiros minutos foi o excesso de faltas: três em três minutos, o que custou um cartão amarelo ao meia Rafinha.

Com o cartão, o alviverde deu uma disciplinada nas faltas, e partiu mais ao ataque, apoiado principalmente pelo lateral Jonas na direita. O time do Alto da Glória investia bastante no seu toque, valorizando a posse de bola e invertendo as jogadas. A busca pelo melhor momento proporcionou momentos de perigo para a meta cearense.

O atacante Anderson Aquino era quem levava mais perigo à meta do goleiro Luis Henrique. Aos sete minutos, chutou forte e a bola foi quicando até as mãos do arqueiro. Em outra oportunidade, aproveitando um rápido contra-ataque a bola foi deixada por Rafinha para o atacante que chutou perigosamente, mas passou a direita do gol do Ceará.

Após a metade do primeiro tempo, o Ceará reagiu e começou a dominar mais as descidas ao campo de ataque, mas dependia muitos de longos lançamentos e cruzamentos na grande área. Novamente a zaga do alviverde mostrou que estava bem postada, ao neutralizar as principais jogadas do adversário, sem deixar chutar ao gol.

Se a marcação o impedia de dominar a bola, Diego aproveitou as bolas paradas – uma ferramenta poderosa, que foi um dos fatores de eliminar o Flamengo. Aos 16 minutos, após a cobrança de escanteio, Herivelton cabeceou forte no meio da meta de Edson Bastos, mas Anderson Aquino estava bem colocado e tirou em cima da risca.

O único chute forte do Ceará foi aos 39 minutos, quando João Marcos arriscou de fora da área, mas passou por cima do travessão alviverde.

Sem grandes emoções
Na volta do intervalo, o técnico Vagner Mancini preferiu renovar as forças de seu time, ao tirar o veterano Iarley por Osvaldo. Mas a mudança fez a equipe perder um referencial, pois demorou para o atacante entrar no esquema tático do alvinegro.

O jogo perdeu qualidade técnica dos dois lados, que travavam muito as jogadas pelo meio de campo, e deixavam a partida mais truncada. A formação do Coritiba também estava mais recuada e parecia contente com o empate, na busca do contra-ataque perfeito.

Mas, as boas jogadas do time curitibano foram desperdiçadas por faltar um homem de referência, como o atacante Marcos Aurélio, lesionado. Anderson Aquino e, principalmente, o atacante Leonardo não conseguiam finalizar com precisão e quando faziam eram parados nas firmes defesas do goleiro Fernando Henrique.

Os dois treinadores perceberam que o rumo do jogo não era dos melhores e procuraram alternativas no banco de reservas. Primeiro Marcelo Oliveira sacou o meia Davi e colocou o experiente Tcheco para dar mais velocidade e melhorar o toque de bola, e depois procurou compensar a falta de um matador, dando a chance para o atacante angolano Geraldo, substituindo Anderson Aquino. Já Mancini apostou no atacante Marcelo Nicácio no lugar do meia Thiago Humberto, dando mais ofensividade com dois homens de frente.

A resposta veio logo em seguida. Disposto, Geraldo acelerou o jogo e em uma troca de bola com Rafinha na pequena área, que passou a esquerda da meta alvinegra. Porém a boa chance do jogo foi quando, aos 28 minutos, a bola sobrou livre para Leonardo que ajeitou para a perna esquerda e chutou bem colocado, exigindo uma defesa difícil do arqueiro cearense.

Nos últimos quinze minutos, o Ceará e sua torcida acordaram. Ao procurar colocar em prática o velho ditado de “quem não faz, toma”, o time de Fortaleza foi ao ataque e em duas oportunidades assustaram os coxas-brancas, mas o goleiro Edson Bastos salvou o time: aos 30, em um chute forte de Vicente, e cinco minutos depois em uma falta frontal cobrada por Marcelo Nicácio.

Mas ficou no placar mínimo, sem chances de a bola entrar para nenhum dos dois lados. Mais uma semana de suspense para sair o finalista da Copa do Brasil 2011.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Mais velho das piscinas nada por índices pessoais

Gabriel Hamilko, para a Gazeta do Povo
Valterci Santos/ Gazeta do Povo

Uma tarde dos seus 74 anos foi decisiva para o futuro esportivo do aposentado David Kavinski. Ao levar a esposa e seus netos para a aula de natação, foi convidado pelo professor para fazer parte da turma. A resistência foi grande: não nadava desde a juventude, quando se reunia com os amigos e pulava nas águas do Rio Barigui.
Bastou uma hora de natação para achar seu novo hobby. E serviu de exemplo para muitos jovens na faixa dos trinta que acham que aprender a nadar é uma coisa relativamente impossível, com a desculpa que a coordenação motora já não é mais tão obediente quanto na infância para aprender novos movimentos.
David não só aprendeu, como se aperfeiçoou rapidamente nos diferentes estilos. “De tanto praticar, quando completei um mês de piscina já saí nadando [o estilo] golfinho”, diz.
Hoje, aos 89 anos, acumula 360 medalhas, conquistadas em campeonatos para veteranos. Foi um dos destaques de perseverança na Copa Mercosul de Natação Máster, que terminou ontem na piscina do Clube Curitibano.
“Procuro disputar todas as competições que acontecem no sul do país. É uma realização e uma maneira de continuar atingindo metas, além de me divertir”, enfatiza o aposentado.
Considerado o nadador em atividade mais velho do Brasil, Kavinski não desanima mesmo competindo sozinho. É o único em sua categoria etária. Então completa o circuito com o objetivo de melhorar as marcas pessoais.
Kavinski treina três vezes por semana, durante uma ho­­­ra; com a prática esportiva, ele diminuiu os sintomas do mal de Parkinson, que começavam a se manifestar. Também me­­­lho­­­­­rou o fôlego. “Sempre que entro na água, nado de 18 a 20 metros com a cabeça embaixo d’água, sem puxar a respiração. Já consegui atravessar a piscina fazendo isso. Antes de começar os treinamentos, nunca imaginei que seria possível de realizar um feito desses”, conta.

Lisa busca nova chance na capital

Gabriel Hamilko, publicado originalmente na Gazeta do Povo - 15/05/2011

Henry Milléo/ Gazeta do Povo

A derrota do Operário na final do interior paranaense já é passado para o lateral-direito Lisa. O foco são os últimos detalhes do acordo com o Paraná, que poderá ser concretizado nesta manhã, em uma reunião com dirigentes do clube. Após o acerto, o atleta integra-se ao grupo que já está treinando.
A ida para o Tricolor é a sua segunda chance em um time da capital. Ano passado, também após ter se destacado pelo Fantasma, no Estadual, acabou reforçando o Atlético na Primeira Divisão. Mas, sua passagem foi curta. Depois, foi para o Rio Grande do Norte, onde ajudou o ABC a ser campeão da Série C do Brasileirão.
Se confirmada a contratação, Lisa terá a responsabilidade de substituir Paulo Henrique. O jogador mais regular do time na temporada foi emprestado ontem ao Palmeiras, em troca de uma quantia em dinheiro não revelada pelo empresário do atleta, Luiz Galante.
Lisa recebeu proposta para retornar ao ABC, mas optou pela Vila Capanema, onde chegará como titular e pretende causar melhor impressão do que a deixada no Atlético. “Não tive muitas oportunidades na minha passagem por lá. Mas não adianta achar uma desculpa, pois para mim é uma página virada”, fala sobre a adaptação a um time que já estava montado.
No Paraná, encontrará uma situação bem diferente: uma equipe que está sendo remontada pela diretoria após o rebaixamento no Estadual, com a ajuda de parcerias. Uma delas é o empresário Marcos Amaral, que detém os direitos econômicos de Lisa, do goleiro Ivan e do volante Cambará, companheiros do lateral-direito no Operário.
Cambará também está na mira do Tricolor e deve ser confirmado como mais um dos reforços para a Segundona. Outros nomes são o atacante Giancarlo e o zagueiro Brinner, ambos do Cianorte, campeão do interior.
Lisa destaca que o fato de vir de um bom início de temporada – foi eleito o melhor jogador em sua posição no Pa­­ra­­naense – e de já ter entrosamento com alguns dos reforços facilitarão para que tenha um bom desempenho no novo clube.


Por Londres, Diogo Yabe encara “velhinhos” na piscina

Gabriel Hamilko, publicado originalmente na Gazeta do Povo - 14/05/2011

Valterci Santos/ Gazeta do Povo
Curitiba recebe neste fim de semana a décima edição da Copa Mercosul de Natação Master. Oportunidade para nadadores veteranos mostrar que ainda conseguem nadar atrás de resultados e, alguns com idade mais avançada, dar exemplo para a futura geração. São 240 atletas disputando em duas categorias: pré-master (22 a 25 anos) e master, dividos de cinco em cino anos da faixa etária de 25 a 90 anos.
Gente como o londrinense Diogo Yabe. Classificado para os 400 medley no Pan de Guadalaja­­ra, em outubro, o atleta é um dos destaques da competição. Ape­­sar de não ser considerado ainda um “nadador da terceira idade”, ele resolveu, aos 33 anos, ingressar nas competições master – essa é somente a sua segunda disputa. Pouco tempo que não o impediu de bater um recorde na prova que é a sua especialidade.
Yabe, porém, não condiciona o seu ingresso nesse tipo de campeonato como uma transição, pois ainda pretende colocar a segunda Olmpíada no currículo, no ano que vem, em Londres. Na verdade, diz encarar apenas como uma nova experiência. Convidado pela organização do campeonato, o nadador diz que foi impossível recusar, pois além de nadar no seu estado natal, pode relembrar várias disputas que teve na época em que disputava contra o próprio Clube Curi­­tibano, um dos seus principais rivais no estado.
Hoje, o londrinense disputará os 200 metros medley com grande expectativa de quebrar mais um recorde. Porém, avisa, o foco está depositado em duas competições: no Pan, em outubro, e nos Jogos Mundiais Militares, em julho. “É um dos maiores campeonatos para a natação. E, como sou sargento, estou me dedicando muito para conseguir um bom resultado”, completa.
A partir da semana que vem ele entra em uma fase de transição para começar os treinamentos dirigidos as duas provas e, como consequência, tentar a marca necessária para se classificar à disputa olímpica, em Londres.
Encontro de veteranos
Apesar da vantagem de Diogo Yabe, por ainda estar competindo entre os profissionais, a briga nas piscinas do Clube Curitibano promete ser intensa. Entre os veteranos quem chama a atenção é Marcos Mattioli, medalha de bronze na Olímpiada de Mos­­cou, em 1980. O experiente na­­dador já bateu 40 recordes mundiais e foi considerado o melhor atleta master em 2008.
Aos 50 anos, Mattioli não se considera favorito na disputa dos 1.500 m nado livre na categoria 50/54 anos. Especialmente porque não desembarcou em Curitiba com força total devido a uma gripe forte que atrapalhou a sua preparação.
Uma categoria acima de Mattioli, Joel Krieger é outro expoente das piscinas. Especialis­­ta também nos 1.500 m, ele voltou às competições há oito anos e desde, então, não deixou de participar nenhuma vez sequer. Agora, aos 57 anos, diz estar no auge da carreira. No mês passado, por exemplo, venceu duas provas no Campeonato Sul-Americano de Piscina de Curta – 1.500 m e ambém nos 450 m.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Brasileiro Maiquel Falcão é expulso do UFC

Gabriel Hamilko, para a Gazeta do Povo


O lutador brasileiro Maiquel Falcão foi expulso do quadro da Ultimate Fight Championship (UFC),após a organização do evento ter ciência de um processo por agressão contra o lutador. Em 2002, Falcão foi preso pela Polícia Militar em Pelotas (RS) acusado de agredir uma mulher numa boate.

A rescisão do contrato do lutador - que treinou de 2008 a 2010 na Academia Chute Boxe em Curitiba - foi após as duas partes terem acertado a participação de Falcão na UFC Rio, em que ele enfrentaria o norte-americano Tom Lawlor. Destaque entre os lutadores brasileiros, Falcão tinha feito apenas uma luta pelo UFC, provocando a primeira derrota do norte-americano Gerald Harris desde 2007.
Em nota oficial, o empresário de Falcão,Marcelo Brigadeiro, diz que a notícia pegou o atleta de surpresa, principalmente pela expectativa com a nova luta, que seria em agosto. 
Para não ficar fora do circuito, Brigadeiro afirma que a solução será procurar eventos menores para o lutador.
“Já estou conversando com outros [promotores de] eventos nacionais e internacionais e em breve vocês verão o Maiquel em ação novamente. Apesar de tristes, respeitamos a decisão do UFC e esperamos estar de volta ao maior evento do mundo muito em breve”, finaliza o empresário.

Sorte coloca seleção brasileira em pré-olímpico na França

Fábio Borges/Vipcomm
Gabriel Hamilko, para a Gazeta do Povo
Além do talento, uma equipe precisa, às vezes, contar com a sorte. Foi assim com o conjunto da seleção brasileira de ginástica rítmica, comandada pela londrinense Camila Ferezin. Quando as ginastas já não pensavam mais nos Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem, receberam uma nova chance de disputar o Mundial da França, em setembro, que serve como pré-olímpico. Os seis melhores países garantirão o passaporte para a Inglaterra.
No ano passado, a seleção de conjuntos ficou somente com a 26.ª posição no Mundial da Rússia, deixando o Brasil de fora das 24 equipes que participariam da competição em solo francês. Mas foi aí que a sorte soprou para o lado do Brasil: em uma situação difícil de acontecer, dois países saíram da disputa, e a vaga caiu direto nas mãos do conjunto brasileiro.
A Coreia do Norte (24.ª colocada) foi desclassificada de todas as competições por dois anos, após falsificar a idade e matrícula da ginasta Hong Su Jong. Próxima na lista, a Geórgia (25.º no Mundial passado) recusou o convite. A confirmação de que o Brasil teria a chance de conquistar um lugar em Londres veio durante a etapa da Copa do Mundo em Kiev, no último final de semana.
Até então, o foco do conjunto brasileiro era a busca do tricampeonato no Pan-Americano, que este ano será em Guadalajara (México), em outubro, e a preparação para os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.
A técnica londrinense assumiu a seleção em fevereiro, quando a participação no pré-olímpico não estava no calendário nacional. Agora tem a missão de reorganizar o cronograma e preparar a equipe para a conquista da vaga olímpica. “Mudamos o rumo e vamos traçar novas metas nessa semana”, afirma Camila.
Ela diz ser possível conciliar os dois objetivos: ficar entre os seis melhores no Mundial, em setembro, e, em outubro, brigar por mais um ouro, no México. “Umas das metas é superar o Canadá, tanto na disputa pela vaga, quanto no Pan, pois é um adversário forte e um rival nosso no continente”, completa.
A principal mudança na parte técnica será a alteração da música. A atual será substituída por uma brasileira, para criar maior identificação. Com isso, a técnica preparará somente alguns encaixes na coreografia atual.
A londrinense Débora Falda, 15 anos, afirma que a notícia pegou todos desprevenidos, mas que é uma chance a mais para mostrar o crescimento da equipe, que chama a atenção de outros países pela qualidade e força que demonstrou nas últimas competições. “Precisamos representar bem o país e mostrar o nosso trabalho”, conta a ginasta, que treina com a equipe na seleção permanente em Aracaju (SE).

Políticos não confirmam novo orçamento para obras da Arena

Gabriel Hamilko, para a Gazeta do Povo


O impasse em relação ao futuro da Arena da Baixada na Copa do Mundo de 2014 continua, pelo menos, até o final do mês, quando o governador Beto Ri­­­cha e o prefeito Luciano Duc­­ci representarão Curitiba em uma reunião com a presidente Dilma Rousseff. Na quinta-feira, a diretoria do Atlético apresentou uma nova previsão de custos para finalizar o estádio rubro-negro, que passaria de R$ 135 milhões para R$ 220 mi­­lhões. São quase 63% a mais, culpa, principalmente, das novas exigências feitas pela Fifa. Mas os representantes do poder público não tomam as cifras como definitivas.
Para adequar o local, seria necessária a construção de um centro para a imprensa de 5 mil metros quadrados (R$ 12 milhões), a troca de todas as cadeiras do estádio por outras “reclináveis” (R$ 11 milhões), a aquisição de um gerador de energia elétrica (R$ 3 milhões), um sistema de ar condicionado nas áreas VIP e camarotes (R$ 1,5 milhão) e o rebaixamento do gramado, com nova drenagem (R$ 1,5 milhão).
Isenções tributárias
Enquanto o Atlético divulga a informação e insiste em afirmar que não vai arcar com os custos extras, os políticos não compartilham do valor anunciado e acham que é cedo para definir uma quantia. “Des­­conheço essa informação e não creio que já possamos definir um número fechado. Sem ter as isenções tributárias fechadas, tenho convicção de que essa é uma divulgação precipitada”, diz Luiz de Carvalho, secretário municipal para assuntos da Copa do Mundo.
Já o representante do governo estadual, Mário Celso Cu­­nha, diz que não é um número oficial e que novidades só poderão surgir após a reunião de 30 de maio. “Nesse encontro serão discutidos alguns tópicos do novo caderno de encargos da Fifa e a possibilidade de abater algumas dessas novas exigências, que já contribuíram para o andamento dos projetos”, afirma, completando que essa, também, é uma discussão que precisa ocorrer junto ao Comitê Or­­ganizador Local (COL), presidido pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
Para Cunha, no momento essa é a única saída discutida para reduzir um possível acréscimo no valor original, proporcionado pelos novos encargos da Fifa.
Carvalho ressalta que as reuniões continuarão e que esse impasse será resolvido, mas que no momento nenhuma alternativa está clara. “Todas as partes envolvidas assinaram um documento onde se comprometeram a ter uma dedicação completa. Então creio que ninguém medirá esforços para cumprir esse acordo”, finaliza.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Vida de escritor: uma luta constante

Quem disse que a vida de um jornalista ou escritor de não-ficção é fácil. Gay Talese que o diga em seu recente livro"Vida de Escritor", lançado em 2009. Incrível como ele levantou meu astral, após eu ter lido sobre as suas dificuldades em escrever matérias rotineiras (chega uma hora que enche mesmo), não poder aprofundar sobre alguns assuntos, personagens ou locais que merecem um maior destaque, mas o jornal diário não abre espaço ou na falta de inspiração para sentar e colocar toda a pesquisa no papel.

Talese começa e termina o seu livro de forma inteligente, usando a história de Liu Ying. Uma jogadora da seleção chinesa de futebol, que perde um penalti decisivo na final da Copa do Mundo de 1999, nos Estados Unidos, favorecendo o anfitrião. Seu chute desperdiçado significa a derrota dos orientais.

Vendo isso, Gay Talese (que sempre gostou de escrever sobre os "perdedores") quer saber o que se sucede na cabeça da jovem e como o seu país a recebe novamente. Mas o editor do New York Times não aceita bancar a sua viagem. Então ele decide ir atrás da notícia por conta própria.

Situação que se repete nas outras crônicas que "recheiam" o livro, entre a narrativa de Ying. Um edifício histórico em NY, que resiste bravamente às construções modernas e que tem uma "maldição" contra os restaurantes que ali se instalam. Uma mulher que corta o pênis de seu marido e se torna um símbolo feminino na luta contra o machismo. A luta racial nos Estados Unidos e a influência na vida do jornalista, assim como a sua origem italiana e sua ligação com os restaurantes. Pequenas histórias que estavam no arquivo dele, marcados com a etiqueta "incompleto".

"Vida de Escritor" é seu primeiro livro em quase vinte anos. Um período em que ele "enrolou" seus editores, atrás de uma história perfeita, mas que não surgia. Então 'rolou' a ideia de juntar essas histórias e mostrar que não é só de diversão que é feita a vida de um jornalista, mas sim de muitas "portas na cara" e muitos "não" decepcionantes.

Leitura obrigatória para todos os estudantes de jornalismo. Quem sabe assim eles poderão entender o que é realmente ser um jornalista e a briga diária dentro de uma redação. Alguns vão desistir, outros vão se encantar pela dureza e prosseguir. Se você já é um jornalista ou escritor, vale muito a leitura, pois poderá te dar aquela injeção de ânimo (o que aconteceu comigo). Se você não é nenhum dos dois, vale a pena. Pela narrativa ousada e moderna, assim como pelas histórias surpreendentes de Gay Talese.

Um vilão da Psoríase

Gabriel Hamilko, para a Gazeta do Povo


A proximidade do inverno coincide com o aumento dos sintomas da psoríase, uma doença de pele ainda cercada de grande tabu e que atinge entre 1% e 2% da população mundial. A baixa umidade do ar, o maior ressecamento da pele e a menor exposição ao sol são os principais fatores que agravam este problema crônico caracterizado, principalmente, por manchas avermelhadas na pele, com a presença de escamas esbranquiçadas.

“Por isso, as pessoas com psoríase devem tomar um cuidado redobrado no inverno e usar ainda mais hidratantes. A boa hidratação da pele colabora para o controle dos sintomas”, explica o dermatologista Caio Castro, coordenador do Ambulatório de Psoríase da Santa Casa de Curitiba. Ele também lembra que os banhos quentes e mais demorados, um dos prazeres do inverno, acabam invariavelmente ressecando o corpo e piorando ainda mais o quadro de quem sofre da doença.
Causas
A psoríase é uma inflamação crônica, não contagiosa, estando associada a fatores genéticos, ambientais (estresse, infecções e medicamentos) e imunológicos (alterações do sistema de defesa). Também pode acometer as articulações, por vezes deixando deformidades.
Apesar de não ter cura, os tratamentos são diversos, conforme o nível e o tipo de psoríase. Para quem apresenta um estágio inicial, os médicos receitam pomadas específicas que hidratam a pele. Já quem tem um quadro mais avançado recorre a sessões de fototerapia com raios ultravioletas A e B e banhos regulares de sol. 
Uma das piores situações é a artrite psoríatica, quando são medicados remédios biológicos mais caros. O aposentado Sérgio Amoroso teve a sua primeira crise em 2000, com 43 anos. A ocorrência foi na unha e sem saber o que se tratava, procurou vários dermatologistas, que diagnosticavam como uma micose.

Quando foi descoberto que o real motivo era psoríase, a doença já tinha se espalhado pela perna, alcançado os joelhos e evoluído para a artrite. “A dificuldade que eu sinto é a desinformação das pessoas, que têm atitudes preconceituosas com a gente e o tratamento com os remédios biológicos que não é subsidiado pelo governo”, afirma Amoroso. O seu remédio, que dura um mês, custa sete mil reais.

Outro fator que influencia decisivamente no estado do paciente é o psicológico. Situações de estresse, ansiedade e nervosismo aliado a dias frios e sem sol, aumentam as chances do surgimento de lesões.

Tese comprovada por Rudimar Stelmach, que está terminando a sua graduação em psicologia pela Universidade Tuiuti. “Quando uma pessoa fica nervosa, acelera o processo de renovação da pele, que seria de 21 dias para uma semana, causa das descamações. Stelmach tem psoríase há 11 anos e escolheu estudar psicologia, justamente para pesquisar os efeitos do estresse no desencadeamento da doença.


Desconhecimento gera preconceito com os portadores

Deixar à mostra braços e pernas não é uma atitude simples para os portadores de psoríase, pois o preconceito das pessoas ainda é grande, por não entender o que são as marcas da doença. Muitos enfermos acabam se isolando, sem sair de casa e não querendo contato com ninguém.
A psoríase não é contagiosa, mas muitos acabam confundindo com hanseníase. “Nas próprias reuniões familiares eu sofro muito. Quando saio de casa e uso um calção, as pessoas já olham torto e evitam contato, achando que é transmissível”, afirma Sérgio Amoroso, que conseguiu aumentar a sua auto-confiança após participar do grupo de apoio, organizado por Rudimar Stelmach.
Duas vezes por mês, cerca de dez portadores de psoríase se reúnem para trocar experiências e assistir palestras com especialistas, com o objetivo de melhorar a auto-estima. “Muitas vezes o preconceito começa entre a própria pessoa, e o objetivo do grupo é mostrar que é possível ter uma vida normal, mesmo com uma doença que não tem cura”, completa Stelmach.

Quais são as principais recomendações para quem tem ocorrências de psoríase:

·        * Antes de tudo, procure o seu dermatologista, para o diagnóstico correto.
·        * Hidrate a pele, para evitar ressecamentos.
·        * Controle a ansiedade e emoções fortes. Se necessário, procure um especialista para te auxiliar.
·    * Se as lesões aumentarem, mantenha a sua rotina e não fuja do contato com outras pessoas. A psoríase não é contagiosa.
·        * Evite fumar e ingerir bebidas alcoólicas.
·        * Tenha contato com o sol, nos horários mais moderados.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Reunião de escritores ilustres

Gabriel Hamilko, especial para a Gazeta do Povo (04/05/2011)

O francês Voltaire (1694-1778) e mais dois autores contemporâneos – o argentino Ricardo Pi­­glia e o norte-americano David Foster Wallace (1962-2008) – reunidos em um teatro? Essa seria uma situação impossível, mas a terceira edição do encontro literário EntreMundos – Mundo da Leitura, Leitura do Mundo, que será realizado hoje no Teatro da Caixa, tornará esse encontro real e viável, promovendo a releitura de três obras desses diferentes autores, em terras distintas.
A proposta é um diferencial, que cativa o público, cada vez mais fiel às discussões. “Os frequentadores do evento são pro­­fis­sionais das mais diversas áreas e idades, atraídos por várias ra­­zões, como a maneira de apresentar a leitura, algum autor ou obra específica”, diz Flavio Stein, curador do projeto. O propósito é aproveitar essa plateia diversificada para reler as obras Cândido, de Voltaire; Breves Entrevistas com Homens Hediondos, de Wallace; e A Invasão, de Piglia.
Stein afirma que o principal objetivo dessa escolha é reunir um autor francês do século 18 a dois escritores contemporâneos. Além da diferença de épocas, é colocada em pauta a variedade geográfica dos autores. Misturando tudo isso, a leitura vai apresentar os contrastes entre esses olhares e épocas distintas, confrontando as diversas escritas.
Após a encenação dos li­­vros, a ideia é propor uma discussão com os os espectadores, que apontarão as semelhanças entre as três obras e o que mais destoa nos textos. “A preocupação é colocar as publicações dentro de uma proposta de contraste. A semelhança é o ouvinte que vai apontar na discussão”, completa o curador.
Logo no começo, os textos serão apresentados por Caetano Galindo, professor da Universidade Federal do Paraná – que também mediará o evento – seguido pela leitura, realizada pela atrizes Jaqueline Valdívia e Maíra Weber.
O diretor Walter Lima Torres é o responsável pela forma como será conduzido o diálogo entre as obras. Na sua opinião, o desafio é tentar subtrair ao máximo a presença corporal e física dos participantes, lembrando que a leitura da prosa é diferenciada em relação a atuação de textos dramáticos ou poesias.
Outro componente dessa aliança entre dramaturgia e literatura é a música, que vai dar forma às palavras lidas pelas duas atrizes. O responsável pela sonorização do encontro será o músico Gilson Fukushima.

Notas esportivas - Prêmio Melhores do Paranaense 2011

Homem família...
O meia Rafinha, do Coritiba, não quer saber de largar a família. Após achar uma maneira criativa para deixar registrado o seu compromisso matrimonial, mesmo com a proibição do uso de alianças em campo, ele foi o único jogador alviverde a levar a esposa na premiação de segunda-feira. Sem ter como deixar o seu filho Tomás, de apenas um ano, em casa, o jeito foi levar o pequeno também.

Motivo de preocupação
Porém trazer o bebê foi motivo de preocupação do casal. Assim que chegaram à festa, foram logo perguntando qual seria a duração do evento, pois só iria esperar o resultado para sair. Já o menino era só simpatia com todos. Ao chegar junto à “panelinha coxa-branca” já caiu nos braços dos companheiros de equipe do pai.

Um técnico de bem com a vida
Marcelo Oliveira está em lua-de-mel tanto com a torcida, quanto com os seus jogadores. Na festa esbanjou simpatia com todos os presentes, não recusando fotos, autógrafos ou um simples bate-papo. Saiu tarde, com o seu troféu de técnico do Paranaense.

Novidades no elenco
Apesar da boa convivência e de saber reconhecer a qualidade do time, o técnico do Coritiba admite a necessidade de reforços. Um deles é o volante Gil, destaque da Ponte Preta no Campeonato Paulista.

Pé na estrada
Destaque do interior na competição, o Operário estava representado por uma comitiva. Além dos indicados Ivan, Lisa, Cambará e Serginho Paulista, estavam presentes o vice-presidente do clube e o motorista da galera.

Sem folga para a festa
Apesar disso, o time de Ponta Grossa tem uma decisão no próximo final de semana e a palavra de ordem era disciplina. Logo pela manhã de terça, os jogadores já se reapresentaram. O discurso na chegada dos quatro atletas era de conferir o resultado e pegar a estrada. Porém, embalados pelos dois prêmios (Ivan e Lisa) e no calor da festa, acabaram sendo um dos últimos a sair.

Treino só pela tarde
Já no lado coxa-branca a situação era outra. O técnico Marcelo Oliveira adiou o treino para a tarde de terça, dando uma folga para os participantes da festa. A representação alviverde foi a que mais se destacou: doze jogadores que se reuniram em uma parte do salão, colocando a conversa em dia e brincando muito. Claro que o assédio foi maior. Não faltaram fãs e camisetas ansiosas por um autógrafo.

Concentração individual
Marcelo Oliveira disse que não estava se preocupando com o fato de seus comandados aproveitarema festa. “Todos sabem que estamos em uma semana decisiva, e, como sempre digo, a concentração que eu pratico é a individual. Confio no meu elenco e sei que todos estão maneirando”, disse.

Participação fraca
Envoltos em meio a seus problemas políticos e dentro de campo, o Atlético Paranaense e o Paraná Clube não tiveram jogadores representando. Do lado paranista, Diego ganhou o troféu de Revelação, mas não compareceu.

Participação fraca 2
Enquanto no lado rubro-negro, Paulo Baier foi premiado na categoria Meia 1, mas foi representado pelo presidente do Con­­selho De­­li­­berativo do clube, Gláu­­cio Geara. A justificativa da ausência foi que o time estava concentrado para o jogo contra o Vasco, que será amanhã e vale uma vaga na semi-final da Copa do Brasil.