Boa administração que só tende a ficar cada vez mais forte. Eu me arrisco a dizer que uma vaga na Copa do Brasil 2013 e na Série D 2012 já são deles.
Como lembrança, trago um resgate que fiz com o GloboEsporte.com, em setembro do ano passado. Uma valorização bem antecipada e que, naquela época, me deu certeza que seria um time forte no Paranaense.
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Matéria publicada em setembro de 2011
Gabriel Hamilko
Em 9 de março daquele ano, o Leão do Vale se tornou uma “celebridade instantânea”, quando, com apenas dois anos, disputava a sua primeira competição nacional. Na primeira fase passou pelo Cene (MS), e logo na próxima "esquina" encontrou o Corinthians, que estreava um elenco sob o comando do argentino Daniel Passarela. Chamado de "time de costureiros", pelo fato de a cidade ser considerada a capital do vestuário, o Cianorte entrou mordido com a brincadeira e venceu a primeira partida por 3 a 0. Depois, acabou eliminado no jogo de volta por 5 a 1, mas se orgulha do momento de "alta-costura" nos gramados.
Seis anos se passaram do Cianorte que aprontou com o Timão para os tempos atuais. Nem só de passado vive o clube, que comemorou no último fim de semana a classificação para a segunda fase do Brasileirão da Série D. A equipe joga a primeira partida neste domingo, em Cianorte, contra o Oeste Paulista, pelas oitavas de final. Resultado que a diretoria entende como o desdobramento de um trabalho organizado e iniciado no Campeonato Paranaense, quando o time foi campeão do interior.
Agora, da melhor equipe do interior paranaense, o Leão conseguiu manter a maior parte, perdendo apenas o atacante Giancarlo e o zagueiro Brinner. Os dois foram para o Paraná Clube disputar a Série B do Brasileirão. Entre os substitutos, Willians já é o artilheiro da equipe, com quatro gols, e um novo líder se destaca com a camisa 10: o meia Felipe Pinto, considerado o organizador do time dentro de campo. Pelo Grupo A8, o Cianorte terminou em segundo lugar, com 14 pontos ganhos. Foram quatro vitórias, dois empates e duas derrotas.
Os planos do Cianorte não param na Série D. A diretoria acredita ser possível o acesso para a Série C em 2012 e, de lá, projetar em dois anos um novo acesso para chegar à Série B e figurar entre os principais times do país.
- Nossas metas são a longo prazo e, passo a passo, vamos obter os êxitos.
Time de costureiros?
Certamente, aquele feito de 2005 é usado para servir de inspiração. Adir Kist conta que nenhum integrante na época esperava um resultado tão elástico no primeiro jogo. Enquanto toda a expectativa nacional era de que o Corinthians se classificasse na primeira partida (segundo a regra do campeonato, o time visitante que vence por dois gols de diferença elimina o jogo de volta), o Leão do Vale, além de obrigar a partida em São Paulo, preocupou o Timão, que precisava inverter uma vantagem de três gols, fato inédito até então na Copa do Brasil.
Kist conta que o menosprezo, tanto por parte do Corinthians como da crítica nacional, ajudou a motivar o elenco cianortense. Como a cidade de Cianorte é conhecida como a capital do vestuário, por ser um dos maiores centros atacadistas do Brasil, Adir lembrou que o elenco ficou bastante chateado com as brincadeiras ouvidas país afora de que o time era formado por costureiros. Isso serviu como combustível para a equipe.
- Lógico que tivemos méritos, mas houve um pouco de subestimação por parte do Corintihians. Ouvimos comentários dizendo que o Cianorte era um time de costureiros, de cidade pequena. Não procuraram saber sobre o nosso futebol.
Kist lembrou que, quando o Cianorte abriu o placar, sentiu o adversário pouco preocupado. Achava que, pela superioridade técnica, poderia mudar o resultado a qualquer momento.
- Só quando perceberam que já estava três a zero tentaram correr atrás e se desesperaram, pois a nossa equipe marcava muito bem e não deu espaço para o bom time deles.
2ª fase: da Rua Augusta ao indigno rótulo de ‘vacilão’
Segundo, pela falta de recursos que não permitiu dar um conforto ideal para os jogadores e comissão técnica. Kist lembra que o Cianorte ficou hospedado num hotel da Rua Augusta, exposto ao movimento diversificado do tradicional point paulista e sem organização na entrada.
- Ficamos muito expostos. A imprensa fazia plantão no saguão do hotel, torcedores pressionavam. Na hora de ir para o estádio, o ônibus que contratamos não chegou e dividiram os atletas em vans. Alguns membros da comissão foram de táxi – reclamou o ex-goleiro, afirmando que o clube aprendeu muito com aquele episódio.
Por outro lado, “o sangue já tinha baixado” da vitória do primeiro jogo, até mesmo pelo grande intervalo entre as duas partidas: quase um mês depois.
- Passaram trinta dias do resultado daqui (no Paraná). A situação era diferente, o embalo da vitória já tinha passado. Foi difícil para a equipe suportar a pressão. A gente queria passar de fase, mas faltou experiência.
Como remanescente daquela equipe histórica, Adir declara que fica ressentido cada vez que ouve boatos de que o Cianorte “entregou” ou “vendeu” o jogo de volta.

Antes de cada jogo, dona Elza visita os atletas no
vestiário (Foto: Andye Iore / Divulgação)
- Por toda vida eu gostei de futebol. Conheço boa parte dos jogadores desde crianças e aprendi a ter um amor pelo clube e pelas pessoas - afirmou a fanática torcedora.
O conhecimento dela sobre o Cianorte é invejável. Conhece cada um dos atletas da base e acompanha o crescimento profissional dos pupilos.
- Sempre estou acompanhando o que acontece no Leãozinho (base do Cianorte). Vejo e dou carinho para vários jogadores desde que chegaram aqui no clube - disse Elza, listando Marcinho, Fabinho, Fernando e Danilo, que atua no Londrina.
Atualmente, a principal preocupação é com o jovem goleiro Marcelo, que se lesionou em um jogo-treino com o Cambé e perdeu a posição de titular para o veterano Colombo.
- O Marcelo é um goleiraço, está machucado. Mas tenho um carinho especial por todos eles.
O Cianorte é mais um clube de empresários do futebol brasileiro. Marco Franzato é dono de uma marca de roupas, sediada na cidade, e fundou o novo time em 2002, resgatando a tradicional equipe, extinta em 1993.
A ascensão do Leão do Vale foi rápida. Com um ano de existência, o Cianorte subiu para a elite do futebol paranaense e, em 2003, já conquistou o título de campeão do interior, após terminar o Paranaense em terceiro lugar, atrás do campeão Coritiba e do vice Atlético-PR.
Com o feito, conquistou a oportunidade de disputar a Copa do Brasil de 2005, quando conseguiu o memorável resultado de 3 a 0 sobre o Corinthians.
Desde 2003, o Cianorte jamais caiu da Primeira Divisão do estado. Alternando bons e médios resultados, neste ano conquistou, novamente, o título do interior. De leva, granhou o direito de disputar a Série D do Brasileirão.
vestiário (Foto: Andye Iore / Divulgação)
Com 74 anos recém-completados esta semana, dona Elza Bento Ramos é uma "figurinha carimbada" no clube. Todos a conhecem e a respeitam. A cada jogo do Leão do Vale em casa, a sua presença nos vestiários antes de começar a partida é uma espécie de talismã, que pelo menos na Série D está dando resultados.
- Por toda vida eu gostei de futebol. Conheço boa parte dos jogadores desde crianças e aprendi a ter um amor pelo clube e pelas pessoas - afirmou a fanática torcedora.
O conhecimento dela sobre o Cianorte é invejável. Conhece cada um dos atletas da base e acompanha o crescimento profissional dos pupilos.
- Sempre estou acompanhando o que acontece no Leãozinho (base do Cianorte). Vejo e dou carinho para vários jogadores desde que chegaram aqui no clube - disse Elza, listando Marcinho, Fabinho, Fernando e Danilo, que atua no Londrina.
Atualmente, a principal preocupação é com o jovem goleiro Marcelo, que se lesionou em um jogo-treino com o Cambé e perdeu a posição de titular para o veterano Colombo.
- O Marcelo é um goleiraço, está machucado. Mas tenho um carinho especial por todos eles.
Uma curta história do Cianorte
O Cianorte é mais um clube de empresários do futebol brasileiro. Marco Franzato é dono de uma marca de roupas, sediada na cidade, e fundou o novo time em 2002, resgatando a tradicional equipe, extinta em 1993.
A ascensão do Leão do Vale foi rápida. Com um ano de existência, o Cianorte subiu para a elite do futebol paranaense e, em 2003, já conquistou o título de campeão do interior, após terminar o Paranaense em terceiro lugar, atrás do campeão Coritiba e do vice Atlético-PR.

Com o feito, conquistou a oportunidade de disputar a Copa do Brasil de 2005, quando conseguiu o memorável resultado de 3 a 0 sobre o Corinthians.
Desde 2003, o Cianorte jamais caiu da Primeira Divisão do estado. Alternando bons e médios resultados, neste ano conquistou, novamente, o título do interior. De leva, granhou o direito de disputar a Série D do Brasileirão.
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