Empresa da região metropolitana de Curitiba doa bolsas do curso técnico de Mecatrônica para seus colaboradores, aumentando a capacitação profissional e resolvendo o problema de falta de mão de obra no mercado
Qualificação profissional é um item básico para crescer no mercado. Atualmente, o ensino médio é um degrau obrigatório e para ascender é necessário ter, no mínimo, um curso técnico. Exemplo que pode ser sentido nas empresas em geral. Com o mercado aquecido, está faltando mão-de-obra, como operadores de produção, técnicos e engenheiros.
A AAM do Brasil, empresa de autopeças com sede em Araucária, sente na pele a dificuldade de encontrar profissionais preparados. Boa parte das funções do Plano de Carreira da empresa, é essencial a presença de um curso técnico ou uma graduação (finalizada ou cursando) para passar de fase.
Pensando em preparar os colaboradores fabris para as oportunidades e proporcionar crescimento profissional, a AAM do Brasil distribuiu 45 bolsas para auxiliares e operadores de produção. Os colaboradores foram selecionados através de um processo com critérios que incluiu avaliação de desempenho, absenteísmo, tempo de casa e a busca pelo desenvolvimento através da participação em treinamentos e no programa de sugestões.
As aulas são realizadas no Colégio Técnico Industrial (CTI), em Araucária, uma escola que oferece nove cursos técnicos, ensinando 1.300 alunos. Segundo a diretora da instituição, Cíntia Aparecida Viesenteiner, é evidente que os alunos da AAM são bem dedicados e esforçados, reforçando a turma, que é uma das melhores do curso, sempre elogiada pelos professores. “Sempre estão atentos, são pontuais e educados, mostrando que são pessoas com o intuito de aprender. Isso é muito importante para vida deles”, elogiou Cíntia, completando que adicionado a todos esses fatores, tem a bagagem prática que eles trazem da empresa.
Para todos os selecionados, essa é uma oportunidade única que deve ser aproveitada. Caso do operador de produção sênior Amado Alves da Silva, que está há 20 anos na empresa. Seu primeiro emprego foi na Hübner e após a joint-venture, passou a ser colaborador da AAM, sendo este o seu único registro em carteira e, segundo ele, o seu último, pois não quer sair da empresa até se aposentar.
“O que faltava para a consolidação da minha carreira é a parte teórica, um curso que me capacite para colocar em prática junto com a minha experiência na produção. Como não tinha condições de pagar um curso técnico, essa bolsa foi importante, pois possibilita que eu aprenda mais e esteja preparado para as próximas vagas que irão surgir no Plano de Carreira”, diz Amado.
Uma coisa que ele sempre coloca para as pessoas que estão entrando na AAM do Brasil é que na carreira nada vem de graça, é preciso batalhar e fazer por merecer para conquistar um crescimento. Isso que chamou a atenção dele para se preparar e voltar às salas de aula. “Sempre procuro crescer e sei que o meu trabalho é reconhecido aqui, mas para oficializar isso, eu preciso me preparar para conseguir o que almejo”, completa. O operador é destaque na turma e foi lembrado pela diretora Cíntia, como uma pessoa animada, simpática e esforçada.
Segundo Joarce Fedorowicz, gerente de Gestão de Pessoas da AAM, o principal objetivo das bolsas é preparar uma equipe, aumentando o número de pessoas qualificadas. “O mercado está com uma carência de mão-de-obra, e a AAM está saindo na frente, preparando nossos colaboradores para crescerem junto com a empresa e levarem esse conhecimento para a vida profissional deles”, completa o gerente.
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